

Eu li Machado de Assis,
Érico Veríssimo e seu filho Luis,
Li Huxley,
Ouvi Rock, reggae e Mpb,
Li poemas e os escrevi também,
Vi a física e a química e delas fiquei íntimo,
Vi um espelho e lá estava o que vocês verão aqui
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Observação de embarque
No começo havia um elo, que se rompeu, talvez tenha sido a incompatibilidade, de uma união que parecia tão resistente. Terá sido culpa minha? Serei eu apenas o observador que escreve estas palavras? Agora estou só. Só observando...Você quem sabe? Ou todos aqueles que estão ao alcance de minhas vistas. E se você quiser: entre, leia, e compartilhe minha solidão. Aqui serei eu mesmo, porque estou cansado de depender da aceitação alheia. Quero abrir a caixa de pandora, quero derrubar as máscaras. Quero me despir, pois, a alma é tudo que tenho para exibir, só peço que não a apedrejem, por que acredito que aqui serei livre.
Flutuar Erguer os menbros e deixar o fluido sustentar o corpo Precipitar os braços Esperar que as mãos chamem todo o resto Sentir o meio deslizando pelo rosto Acomodar a cabeça e ver o chão Perceber que se está suspenso E continuar em frente Deixar o corpo fluir com se dissolvesse Sentir-se parte do todo Voltar ao início Reduzir-se ao primitivo, ao belo! Ser o que se deve ser Ser animal, respeitar a natureza Continuar deslizando Deixar os braços precipitarem - se Esperar as mãos chamarem E o corpo deslizar Fluir...
Publicado pelo Observador às 09h23
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Novela |
Quando ligo a tevê às oito da noite Vejo uma moça virar prostituta O escravo negro levar um açoite E como é párvula aquela matuta
A esposa é sempre do mal Só a amante tem valor E espere uma história do período imperial Ou seja empregado da história, negro ator
Nesta arena de valores invertidos Só os belos têm amores vividos E ser prostituta é uma coisa honesta
Depois da novela o que vai passar? Documentário e ciências, não dá para aguentar Apartir deste horário nada mais presta
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Publicado pelo Observador às 19h10
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